A Bíblia diz que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (I Tim. 6 - 10). O dinheiro bem usado não traz mal algum, pelo contrário é abençoado (digno é o trabalhador de seu salário - I Tim. 5 - 18). O mal está em amar, ou seja, fazer do dinheiro o centro do desejo, onde não se mede esforços, muitos são capazes de matar, roubar, enganar, pisar em qualquer um para tê-lo ou para não perdê-lo. A grande maioria dos males da humanidade está ligado a isso: guerras, violências, tráfico de drogas, corrupção, roubos, assassinatos, seqüestros, destruição do meio ambiente, fome, etc.
Na política, por exemplo, por várias gerações muitos maus políticos tem utilizado a pobreza, a fome e a miséria para permanecer no poder. São capazes de oferecer dinheiro e até comida para comprar o voto dos menos favorecidos. Com isso criou-se um ciclo vicioso onde só consegue se eleger quem gasta muito dinheiro. Certamente aqueles que ganham dinheiro de forma honesta não teriam condições de gastar na compra de votos e mesmo se pudessem não o fariam pela questão ética e legal. Assim os corruptos tem todo espaço para vencer muitas eleições. É preciso quebrar esse elo entre dinheiro e política para que sejam escolhidos pessoas éticas, afinal comprar voto é crime e aquele candidato que faz isso antes de se eleger imagine o que ele será capaz de fazer quando chegar ao poder. Por conta disso muitos sofrem por conta de tantos desvios que estampam os jornais e revistas.
A ganância tem gerado em nosso país uma tremenda desigualdade, onde segundo segundo levantamento do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) os 10% mais ricos ficam com 75,4% das riquezas, tem pessoas que tem tanto dinheiro que se vivessem centenas de anos não conseguiriam gastá-lo enquanto existe milhões em condições precárias de vida. O irônico é que como os mais ricos comandam a política do país acabam pagando 44,5% a menos de imposto que os mais pobres.
O importante independente do que seja é valorizar as pessoas pelo que são e não pelo que tem.
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